Aos 44 anos, Biús era dos compositores/intérpretes mais queridos da música de Cabo Verde, sendo presença habitual nos palcos de Mindelo, Festival Baía das Gatas (iria participar nesta edição de 2009), da Praia, de Lisboa, EUA  e Holanda. Em declarações à RCV, Voginha, seu parente e companheiro das lides musicais, afirmou-se “consternado pela notícia”, pois que Biús, na sua opinião, “tinha ainda muito para dar à música”. O guitarrista recorda que o último trabalho discográfico de Biús, “Dia e Not” é de uma “sonoridade fora-de-série” e que veio confirmar Biús como “um grande artista”.

Outro dos companheiros, o compositor Bau, relembrou como Biús conseguia “pôr toda a gente bem-disposta como ninguém. ” E recordou os tempos em que começaram a dar os primeiros passos na música no grupo Os Gaiatos, no Bar Katém, na companhia de Voginha, Tito paris, Jean-Pierre. “Toda a gente gostava dele”, afirma, “Biús era uma pessoa extraordinária”.

Natural de São Vicente, e depois dos pequenos agrupamentos de bairro, como os “Jovens Unidos” Biús fez parte dos Gaiatos, tendo depois emigrado com a mãe para os Estados Unidos. Aqui teve uma experiência bem sucedida nos Jam Band, ao lado de músicos como o baixista Jim Job e Jorge Silva. Com a regresso a Cabo Verde, Biús enveredou por uma bem carreira a solo de sucesso, com os CD Más um Coladera (1997) e Dia e Nôt (1999), entre outras participações em CD de variados artistas. Um terceiro CD, com a produção de Kim Alves, deveria sair para breve.

JA

fonte: sapo.cv

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