Aimé Césaire foi um dos fundadores do Movimento Negritude, criado depois da II Guerra Mundial e que agregou escritores negros francófonos, entre os quais o senegalês Léopold Sédar Senghor.

O movimento emergiu da revista dos estudantes de Martinica «O Estudante Negro», que reivindicava a identidade negra e a sua cultura contra a opressão cultural colonialista francesa.

Além de poesia, Aimé Césaire tem uma vasta obra publicada nas áreas do teatro, ensaio e história.

Em Portugal estão publicadas, entre outras, as obras «Discurso sobre o colonialismo» (1978 ) e «E os cães deixaram de ladrar» (1975).

Neto do primeiro professor negro de Martinica, o escritor também abraçou a carreira política: foi presidente da Câmara de Fort-de-France durante 56 anos (1945-2001) e deputado (1945-1993).

Natural de Basse-Pointe, onde nasceu a 26 de Junho de 1913, Aimé Césaire foi estudar aos 18 anos para Paris, cidade onde veio a conhecer o amigo Léopold Sédar Senghor, poeta e político senegalês (1906-2001) que se tornou o primeiro presidente do Senegal (1960-1980).

Aimé Césaire regressou à Martinica, ilha das Antilhas francesas, aos 26 anos para dar aulas.Enquanto presidente da autarquia de Fort-de-France deu prioridade aos sectores da habitação, ensino e higiene e limpeza.

Diário Digital / Lusa

 

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